Marca chinesa concentra quase 72% dos emplacamentos no país e coloca dois modelos no topo do ranking de vendas divulgado pela Fenabrave
A indústria automotiva brasileira consolidou um cenário de hegemonia asiática no segmento de veículos 100% elétricos ao longo do último ano. Dados oficiais apresentados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) nesta terça-feira (13) revelam que a BYD respondeu por 71,9% de todos os automóveis de passeio movidos exclusivamente a bateria comercializados no país.
O volume total de emplacamentos da montadora chinesa atingiu 57.089 unidades nos 12 meses de 2025. A distância para a concorrência é expressiva. A Volvo, que ocupa a segunda posição, registrou 5.168 veículos, o que equivale a uma fatia de 6,50% do setor. A Geely fechou o pódio com 3.370 unidades e 4,25% de participação.
Dolphin Mini puxa a fila dos mais vendidos
O desempenho comercial da fabricante é impulsionado principalmente pelo subcompacto Dolphin Mini. O modelo somou 32.459 unidades licenciadas, garantindo o posto de veículo elétrico mais vendido do Brasil pelo segundo ano consecutivo. O Dolphin, de porte maior, assegurou a vice-liderança geral com 15.216 emplacamentos.
Outros modelos da marca também contribuíram para o resultado, ainda que em menor escala. Os SUVs Yuan Plus e Yuan Pro somaram, juntos, 6.019 registros.
Confira o ranking das 10 marcas com maior volume de vendas de elétricos no Brasil em 2025:
- 1. BYD – 57.089 unidades
- 2. Volvo – 5.168 unidades
- 3. Geely – 3.370 unidades
- 4. GWM – 3.237 unidades
- 5. Chevrolet – 2.210 unidades
- 6. Renault – 1.728 unidades
- 7. GAC – 1.449 unidades
- 8. BMW – 944 unidades
- 9. Omoda & Jaecoo – 736 unidades
- 10. Zeekr – 571 unidades
Cenário de preços e custos para 2026
A virada de ano trouxe atualizações nos valores de entrada do segmento. Em janeiro de 2026, o posto de carro elétrico mais barato do país pertence ao Renault Kwid E-Tech, partindo de R$ 99.990. O BYD Dolphin Mini aparece na sequência, custando R$ 118.990, seguido pelo Geely EX2, tabelado em R$ 119.990.
Em termos de custos operacionais, a vantagem econômica sobre a combustão se mantém. Recarregar em casa custa, em média, R$ 13,50 para rodar 100 quilômetros. O mesmo trajeto em um veículo a gasolina exige desembolso próximo de R$ 46. A manutenção também tende a ser 30% mais barata devido à ausência de itens como óleo, velas e correia dentada.
A infraestrutura de recarga segue em expansão. Enquanto novos empreendimentos imobiliários já adotam instalações dedicadas, moradores de prédios antigos ainda dependem majoritariamente de redes públicas em shoppings e eletropostos. A autonomia dos modelos de entrada citados aproxima-se dos 300 quilômetros, enquanto veículos premium já superam a barreira dos 500 quilômetros.
Sobre a tributação, a isenção do IPVA não é nacional. Estados como Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Pernambuco e o Distrito Federal oferecem o benefício, mas a regra varia conforme a legislação local de cada Detran.