Projeto global unificará utilitários e previsão de estreia nacional aponta para 2028
A estratégia global da Hyundai para o segmento de utilitários esportivos compactos passará por uma transformação radical nos próximos anos. A terceira geração do Creta deixará de ser um produto exclusivo de mercados emergentes para se fundir ao projeto do Kona, resultando em um único SUV de alcance mundial. Informações apuradas pela revista Autoesporte indicam que o desenvolvimento atende pelo código interno SX3 e utilizará a plataforma K2 do grupo Hyundai-Kia.
Esta unificação segue a lógica que a montadora sul-coreana pretende aplicar entre o compacto brasileiro HB20 e o europeu i20. Atualmente, o Kona ocupa uma posição de maior sofisticação em mercados maduros, enquanto o Creta — também denominado ix25 em algumas regiões — atende países como Brasil, Índia e China com uma proposta mais robusta e simplificada. O novo planejamento visa eliminar essa distinção, criando um modelo base capaz de receber adaptações específicas para cada geografia.
Identidade visual e plataforma
A estética do futuro SUV unificado já possui um norte definido. O design será derivado do conceito Crater, um estudo de veículo elétrico apresentado nos Estados Unidos durante o Salão de Los Angeles de 2025. Protótipos com a carroceria definitiva já foram avistados em testes na Coreia do Sul, sugerindo que o desenvolvimento está avançado.
A arquitetura K2 permitirá uma flexibilidade mecânica crucial para a abrangência do projeto. O chassi está preparado para acomodar propulsores a combustão, sistemas híbridos e conjuntos totalmente elétricos, variando conforme a demanda e a infraestrutura de cada país.
O projeto sx3 no mercado brasileiro
Embora a revelação mundial esteja prevista para o início de 2027, o consumidor brasileiro terá de aguardar um pouco mais. A estreia nacional do modelo, que deve manter o nome Creta por aqui, é esperada apenas para 2028. No Brasil, o projeto recebe a designação SX3b, diferenciando-se das variantes indiana (SX3i) e chinesa (SX3c).
A produção em Piracicaba (SP) focará na eletrificação parcial. Diferentemente dos mercados europeu e chinês, que receberão versões puramente elétricas, a filial brasileira deve apostar em motorizações híbridas flex. As possibilidades incluem um sistema híbrido leve (MHEV) de 48 Volts acoplado ao motor 1.0 turbo de injeção direta, ou uma configuração híbrida plena (HEV) baseada no motor 1.6.
Este propulsor 1.6 compartilha a base técnica com o antigo motor aspirado utilizado em gerações anteriores do HB20 e do próprio Creta, além de ter parentesco com o atual 1.6 turbo da versão Ultimate. A convergência dos modelos Creta e Kona marca um novo capítulo na eficiência produtiva e na padronização tecnológica da Hyundai em escala global.