Emplacamentos somam mais de 200 mil unidades no ano e consolidam presença da tecnologia no setor automotivo nacional

O segmento de veículos eletrificados atingiu um novo patamar de relevância no cenário brasileiro. Dados divulgados nesta terça-feira (13) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) indicam que 203.107 carros híbridos foram emplacados em 2025. O volume representa uma expansão expressiva de 77,25% na comparação com o ano anterior, quando 114.588 unidades com esse tipo de propulsão foram licenciadas.

A liderança do setor ficou com a BYD, que comercializou 54.577 veículos novos, garantindo uma fatia de 26,78% do total de híbridos vendidos. A segunda posição foi ocupada pela Fiat, registrando 42.601 emplacamentos (20,97%), seguida pela GWM, que fechou o pódio com 36.062 automóveis de passeio (17,76%).

Ranking das marcas mais vendidas

Além das três primeiras colocadas, o mercado observou o desempenho de montadoras tradicionais e novas entrantes. A Toyota manteve presença relevante na quarta posição, enquanto marcas de luxo e novas fabricantes chinesas também figuraram entre as principais.

  • 1. BYD – 54.577 unidades
  • 2. Fiat – 42.601 unidades
  • 3. GWM – 36.062 unidades
  • 4. Toyota – 24.210 unidades
  • 5. Mercedes-Benz – 8.705 unidades
  • 6. Omoda & Jaecoo – 6.479 unidades
  • 7. Caoa Chery – 6.199 unidades
  • 8. Volvo – 4.556 unidades
  • 9. BMW – 3.498 unidades
  • 10. Land Rover – 2.276 unidades

Diferenças tecnológicas e funcionamento

O crescimento das vendas reflete a diversificação das tecnologias disponíveis. Os modelos dividem-se principalmente em três categorias. O Híbrido Leve (MHEV) utiliza o motor elétrico apenas como auxiliar para reduzir a carga do propulsor a combustão. Já o Híbrido Pleno (HEV) recarrega a bateria motriz através do motor térmico e das frenagens, permitindo rodar curtas distâncias em modo elétrico. O Híbrido Plug-in (PHEV) diferencia-se pela bateria maior e capacidade de recarga em tomadas, oferecendo autonomia elétrica geralmente entre 40 e 100 quilômetros.

A necessidade de carregamento externo varia conforme o modelo. Versões MHEV e HEV dispensam tomadas, enquanto nos modelos Plug-in o uso da rede elétrica é recomendado para maximizar a economia, embora o veículo continue operando pelo motor a combustão caso a carga se esgote.

Manutenção e benefícios fiscais

Custos operacionais e incentivos tributários seguem como atrativos. A manutenção preventiva assemelha-se à de carros convencionais, com a vantagem de menor desgaste nos freios devido aos sistemas de regeneração de energia. A bateria motriz, ponto de frequente dúvida, possui baixa degradação média anual (cerca de 2%) e garantias de fábrica que podem chegar a oito anos.

No campo tributário, as regras de 2026 mantêm benefícios regionais. O estado de São Paulo oferece isenção de IPVA para modelos específicos com valor até R$ 250 mil, válida até o final do ano. Unidades federativas como Rio de Janeiro, Paraná e Distrito Federal também aplicam descontos ou isenções progressivas para a categoria.

O desempenho superior nas arrancadas, proporcionado pelo torque instantâneo do motor elétrico, e a eficiência de consumo, especialmente em trechos urbanos onde o sistema “anda e para” favorece a regeneração de energia, completam o pacote de características que impulsionaram as vendas no período.

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