Parceria técnica oficializa retorno da montadora americana ao grid com nova unidade de potência e confirmação de dupla de pilotos

A Red Bull Racing apresentou oficialmente a identidade visual do carro que disputará a temporada de 2026 da Fórmula 1. O evento realizado em Detroit, nos Estados Unidos, marcou o início prático da colaboração com a Ford, que retorna à categoria máxima do automobilismo após mais de duas décadas. A exibição revelou um protótipo com a pintura definitiva, destacando a nova fase da equipe sob o nome de motorização Red Bull Ford Powertrains.

O modelo exibido confirma mudanças significativas na composição do time. O tetracampeão Max Verstappen passará a utilizar o número 3 como sua identificação fixa, abandonando o número 1 de campeão e o antigo 33. Ao seu lado, o francês Isack Hadjar foi confirmado como novo companheiro de equipe. Segundo a Autoesporte, que cobriu o lançamento, a pintura mantém a tradição da escuderia, com predominância de azul escuro, bico amarelo e detalhes em vermelho.

Equipe satélite e novos talentos

A Racing Bulls, equipe satélite da organização, também teve sua estética para 2026 revelada na mesma ocasião. Os carros manterão o branco como base, mas agora com faixas azuis mais expressivas nas laterais, preservando o bico amarelo e a identidade da marca mãe na cobertura do motor. A dupla de pilotos será formada pelo neozelandês Liam Lawson e pelo britânico estreante Arvid Lindblad.

Especificações técnicas e era híbrida

A união entre Red Bull e Ford visa atender ao novo regulamento técnico da FIA, focado na sustentabilidade e eficiência energética. As novas unidades de potência V6 turbo híbridas apresentarão uma divisão de força equilibrada: o motor a combustão interna terá sua potência reduzida para cerca de 540 cv, enquanto a parte elétrica saltará para aproximadamente 475 cv. O objetivo é que metade da propulsão venha da eletricidade, totalizando cerca de 1.000 cv de potência combinada.

A Ford participou ativamente do desenvolvimento das células de bateria, motores elétricos e da atualização da unidade a combustão. O sistema elimina o MGU-H (recuperação por gases de escape) e fortalece o MGU-K (recuperação cinética), que pesará no mínimo 16 kg. Os carros serão abastecidos exclusivamente com combustíveis 100% sustentáveis.

Mudanças aerodinâmicas e dimensões

Além dos motores, os carros de 2026 sofrerão alterações estruturais profundas. As dimensões serão reduzidas, com 20 cm a menos de entre-eixos e 10 cm a menos na largura, resultando em uma redução de peso de 30 kg. A aerodinâmica ativa substituirá o sistema DRS, permitindo que o piloto ajuste as asas dianteira e traseira para reduzir o arrasto em retas ou aumentar a pressão em curvas.

Legado da Ford na competição

O contrato de quatro anos, válido até 2030, busca resgatar o histórico vitorioso da marca americana. A Ford, famosa pela parceria com a Cosworth, acumula 176 vitórias e dez títulos mundiais como fornecedora de motores entre 1967 e 2004. Sua última conquista de campeonato ocorreu em 1994, com Michael Schumacher na Benetton. O retorno acontece após o encerramento das operações da Jaguar Racing em 2004.

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