Próxima geração da picape líder de vendas no Brasil ganhará status global e design unificado em nova estratégia da marca revelada por Olivier François
A próxima geração da Fiat Strada deixará de ser um produto focado exclusivamente no mercado regional para assumir um papel global dentro do portfólio da montadora. A confirmação partiu de Olivier François, CEO global da marca, que assegurou a comercialização da picape no mercado europeu. A estratégia visa unificar a oferta de veículos e reduzir as diferenças entre os modelos disponíveis no Brasil e no Velho Continente, abandonando o atual regionalismo da empresa.
Em entrevista ao portal francês Auto Infos, o executivo detalhou as expectativas sobre o design e a aceitação do veículo fora da América do Sul, destacando o potencial estético do novo projeto.
“Será suficientemente atraente para ser vendida aqui.”
Plataforma e motorização híbrida
Prevista para estrear em 2029, a nova Strada será construída sobre a plataforma Smart Car, mesma base que será utilizada pelos demais integrantes da nova família de veículos da marca. A arquitetura permitirá a adoção de sistemas de eletrificação, abrindo caminho para o conjunto T200 Hybrid. Este sistema combina um motor 1.0 turbo flex de três cilindros — capaz de entregar 130 cv e 20,4 kgfm de torque — a um dispositivo elétrico de 12V, conhecido como BSG.
O modelo deve apresentar um leve aumento nas dimensões em comparação à versão atual, que possui 4,48 metros de comprimento, 1,73 m de largura e 1,59 m de altura. A gama de opções será mantida, oferecendo configurações de cabine simples e dupla. O lançamento da picape será o penúltimo de uma série de cinco veículos inéditos planejados pela Fiat até 2030.
Histórico de exportações
A travessia do Atlântico não é inédita para a picape compacta. Desde a primeira geração, apresentada no final dos anos 1990, o utilitário foi exportado para países como Itália, Alemanha, Portugal, Grécia e Turquia. O último ciclo de vendas na Europa ocorreu em 2012, quando o modelo era oferecido nas versões Working, Trekking e Adventure, equipadas com motor 1.3 a diesel.
Além das informações sobre a picape, Olivier François confirmou outro movimento estratégico para o mercado brasileiro: a versão nacional do modelo Grande Panda passará a se chamar Argo.
As informações são do portal Autoesporte.