Pesquisa realizada na China aponta que peso excessivo das baterias e esforço do motor a combustão elevam emissões quando condutores ignoram uso da eletricidade
Um levantamento científico conduzido por cinco pesquisadores chineses revelou que veículos híbridos do tipo plug-in podem emitir mais poluentes do que automóveis movidos exclusivamente a combustão, caso não sejam recarregados externamente. Os resultados, financiados pelo programa nacional de tecnologia da China, foram divulgados na publicação especializada Science Direct e baseiam-se na análise de comportamento de proprietários em Xangai.
A investigação aponta o peso adicional do conjunto de baterias como o fator determinante para o aumento das emissões nesses cenários. O estudo detalha que, quando a reserva de energia elétrica está baixa ou não é utilizada, o motor a combustão precisa operar com esforço superior para movimentar a massa extra do veículo híbrido.
Essa exigência mecânica ampliada resulta em um consumo de combustível e liberação de gases nocivos superiores aos registrados em modelos convencionais equivalentes. No entanto, os cientistas ressaltam que a tecnologia cumpre seu papel ambiental quando utilizada corretamente. Veículos híbridos que combinam as fontes de energia de maneira adequada e são recarregados frequentemente poluem entre 40% e 60% menos do que carros movidos apenas a gasolina.
Para fundamentar a conclusão, a equipe monitorou 500 proprietários de veículos ao longo de três meses. A metodologia separou os condutores em quatro grupos distintos de comportamento: aqueles que carregavam o veículo sempre, os que realizavam a recarga eventualmente, os que raramente o faziam e os motoristas que nunca conectavam o carro a uma fonte de energia elétrica.
A pesquisa foi assinada pelos cientistas Shaomin Qin, Qingyan Fu, Sheng Xiang, Haobing Liu e Hong Zu, corroborando dados que fabricantes do setor já haviam detectado internamente sobre a importância da disciplina de recarga para a eficiência ambiental dos modelos plug-in.