Grupo chinês formaliza intenção de expandir operações industriais para o Espírito Santo em acordo assinado na China

A GWM deu um passo decisivo para ampliar sua presença industrial no mercado nacional ao assinar um termo de compromisso com o governo do Espírito Santo. O acordo, que visa a instalação da segunda fábrica da montadora no Brasil, foi selado na China e contou com a presença do CEO global do grupo, Jack Wei, e do vice-governador capixaba, Ricardo Ferraço.

O projeto encontra-se em fase inicial, com o início das etapas institucionais e técnicas já em andamento. Caso a iniciativa se concretize conforme o planejado, a nova unidade no estado se somará à operação já existente em São Paulo, consolidando o Brasil como um dos principais polos globais da marca. O país é o quarto no mundo a abrigar uma estrutura fabril completa da empresa, juntando-se à Rússia, Tailândia e à matriz chinesa.

Logística e localização estratégica

A infraestrutura portuária foi determinante para a escolha do Espírito Santo, superando a concorrência de estados como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A GWM já utiliza intensamente a logística local: somente em 2025, mais de 45 mil veículos da marca desembarcaram pelos portos capixabas.

Embora o local exato da nova planta ainda não tenha sido oficializado, a cidade de Aracruz aparece como favorita. Localizada a 83 km de Vitória, a região oferece vantagens estratégicas como acesso direto à BR-101, proximidade com aeroportos e a disponibilidade de três portos para escoamento e recebimento de cargas.

Operação atual e metas de nacionalização

A primeira unidade brasileira da GWM, situada em Iracemápolis (SP), está em operação desde agosto de 2025. O complexo, adquirido da Mercedes-Benz em 2021 e totalmente reformado, concentra a montagem dos modelos Haval H6, Haval H9 e Poer P30. Atualmente, a capacidade produtiva é de 50 mil veículos por ano.

O processo produtivo segue o regime de importação peça a peça (full parts import), onde os componentes chegam individualmente para montagem no território nacional, sem o uso de kits pré-organizados. A companhia mantém um plano de investimento de R$ 10 bilhões no país até 2032.

Para os próximos anos, a fabricante estabeleceu metas claras de localização de componentes. O objetivo é alcançar 35% de nacionalização em 2026, com a projeção de elevar esse índice para 60% em um período de três anos.

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