Estudo revela que veículos plug-in emitem mais gases nocivos que modelos convencionais quando operados sem recarga externa constante
A eficiência ambiental atribuída aos veículos híbridos plug-in (PHEVs) pode ser anulada e revertida caso os motoristas não mantenham a rotina de recarga das baterias. Uma pesquisa publicada na revista científica Transport Policy indica que, sem o uso da eletricidade proveniente da rede, esses automóveis tornam-se menos eficientes e mais poluentes do que os modelos movidos exclusivamente a combustão. As informações repercutidas pelo portal Garagem 360 destacam um aumento drástico na emissão de gases nocivos.
O fator determinante para esse cenário negativo é a massa adicional exigida pelo sistema elétrico. Para garantir autonomia, os PHEVs são equipados com bancos de baterias pesados, que representam uma carga extra significativa para o veículo. Comparativos técnicos mostram que um Mitsubishi Outlander PHEV pesa 320 kg a mais que sua versão convencional, enquanto o Kia Niro PHEV carrega um excedente de 113 kg. Quando a energia da bateria não é utilizada, o motor a combustão é forçado a trabalhar sob maior esforço para deslocar esse "peso morto", elevando o consumo de combustível.
Impacto nas emissões de poluentes
Os pesquisadores classificam o uso desses veículos em dois modos principais: a Depleção de Carga (CD), cenário ideal onde a bateria atua ativamente reduzindo as emissões em até 60%, e a Manutenção de Carga (CS), onde o motor a gasolina assume o protagonismo. No pior cenário analisado — o uso contínuo sem recarga externa — os índices de poluição disparam em comparação aos carros tradicionais:
- Hidrocarbonetos: aumento de 70%;
- Óxidos de Nitrogênio (NOx): aumento de 62%;
- Dióxido de Carbono (CO2): aumento de 46%.
A conclusão dos especialistas aponta para a necessidade de um perfil de uso adequado à tecnologia. O investimento em um híbrido plug-in torna-se contraproducente para condutores que não possuem infraestrutura de recarga ou disciplina para conectar o carro diariamente. Nesses casos, os híbridos convencionais, que recuperam energia através da frenagem e dispensam cabos, apresentam-se como uma solução mais leve, racional e verdadeiramente menos poluente no trânsito real.