Operação na Bahia migrará da montagem parcial para a fabricação total com processos de solda e pintura a partir do final de julho deste ano

A transição definitiva da fábrica da BYD em Camaçari (BA) para o regime de produção completa já tem prazo definido. O complexo industrial, que iniciou suas atividades em outubro de 2025 operando via SKD (montagem de veículos parcialmente desmontados), passará a realizar todos os processos de fabricação nacional a partir do segundo semestre. A confirmação veio de Alexandre Baldy, vice-presidente da montadora no país, em entrevista à Autoesporte.

O cronograma estipulado pela companhia aponta especificamente para o final do mês de julho como o marco para a nacionalização das operações. A mudança depende da finalização de etapas estruturais nas instalações baianas, que continuam recebendo aportes financeiros para a conclusão dos prédios de manufatura.

O executivo detalhou o andamento das obras e o volume de capital já empregado na unidade para viabilizar as etapas de solda, estamparia e pintura.

“Os investimentos [na obra] já chegam a aproximadamente R$ 3 bilhões. Então é uma obra que continua a receber investimentos expressivos e que ao longo do ano nós teremos as etapas de solda, estamparia, pintura sendo concluídas para que a gente possa começar a produzir localmente”

Atualmente, o galpão ativo é utilizado para a montagem dos modelos Dolphin Mini, Song Pro e King. Com a entrega das novas áreas industriais, a marca pretende abandonar o sistema de kits semidesmontados para assumir o controle total da cadeia produtiva.

Baldy reforçou o compromisso da empresa com a fabricação genuinamente nacional, afastando a ideia de manutenção do regime atual por longo prazo.

“Não é SKD, é produção local. Esse é o nosso objetivo”

Metas de crescimento e capacidade instalada

A estratégia de nacionalização suporta uma projeção agressiva de mercado. A BYD planeja um crescimento de 50% em seus volumes no Brasil ao longo de 2026. O objetivo é saltar de 112.814 emplacamentos para cerca de 180 mil unidades, um patamar de vendas comparável aos números registrados pela Toyota em 2025.

O complexo de Camaçari ocupa uma área total de 4,6 milhões de m² e representa um investimento global de R$ 5,5 bilhões. A planta foi desenhada com uma capacidade produtiva inicial de 150 mil veículos por ano, com infraestrutura projetada para dobrar esse volume, chegando a 300 mil unidades em uma segunda fase de expansão.

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