Presidente da marca confirma produção nacional do utilitário com aporte financeiro fora do ciclo atual
A continuidade do Renault Duster no mercado brasileiro está assegurada com a produção local de sua próxima geração. A confirmação partiu de Ariel Montenegro, presidente e diretor geral da fabricante de origem francesa no país, em entrevista exclusiva ao Jornal do Carro. O executivo esclareceu que o projeto demandará um aporte financeiro específico, não incluído no pacote de R$ 3,8 bilhões divulgado em novembro do ano passado.
Montenegro garantiu a presença do SUV no portfólio futuro da marca, ressaltando que o foco momentâneo recai sobre a capacidade produtiva atual.
“[O Duster] Está confirmado. No entanto, este é um projeto para o futuro. Por enquanto estamos trabalhando no ramp up de nossa fábrica e em outros lançamentos.”
Posicionamento e especificações técnicas
A terceira geração do modelo já é comercializada na Europa desde 2024, tanto pela Renault quanto pela subsidiária Dacia. O veículo apresenta 4,34 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,66 m de altura e 2,65 m de distância entre-eixos. Com tais dimensões, o novo Duster deve ocupar a faixa de mercado entre o Kardian e o modelo Boreal.
Ainda não há definições concretas sobre a motorização ou o design final para o mercado brasileiro. Existem variações visuais entre o modelo europeu e a versão destinada à Índia, prevista para lançamento em breve, o que mantém aberta a possibilidade de um desenho inédito para a região.
Desempenho de mercado e concorrência
O Duster, presente no Brasil desde 2011 e renovado em 2020, mantém relevância nos emplacamentos. Em 2025, o modelo registrou 18.448 unidades vendidas, volume próximo ao do Kardian, que somou 19.349 licenciamentos no mesmo período.
O novo ciclo de investimentos visa atualizar o utilitário esportivo para recuperar competitividade no segmento. O objetivo da Renault é que a próxima geração enfrente rivais diretos consolidados, como o Volkswagen T-Cross e o Hyundai Creta.